13 de junho
Depois de Bruno Uvini entrar na Justiça e cobrar quase R$ 5 milhões do Vitória referentes ao pagamento de salários atrasados, a Justiça aceitou o pedido do zagueiro e concedeu a rescisão indireta com o clube baiano. O defensor estava fora dos planos do clube desde janeiro deste ano.
Na decisão, o juiz Alexei Malaquias Almeida confirmou os sucessivos atrasos salariais e irregularidades no recolhimento do FGTS (último recolhimento foi feito em janeiro deste ano).
De início, o Vitória informou que se posicionaria posteriormente. Na tarde desta quarta-feira, o clube detalhou que não poderia se pronunciar porque o processo corre em segredo de Justiça.
Pouco tempo depois, porém, o Rubro-Negro divulgou que seu Departamento Jurídico apresentou recurso contra a decisão liberatória e defesa para rebater as alegações do zagueiro.
Clube alegou abandono das atividades
Há pouco mais de duas semanas, o Vitória informou, por meio de nota, que Bruno Uvini fazia treinamento especial porque a comissão técnica via necessidade do jogador estar em "melhores condições para seu aproveitamento".
O clube também afirmou que o atleta "abandonou atividades indicadas" e que pretendia "desvencilhar-se das suas obrigações contratuais construindo uma narrativa que lhe permita alcançar objetivos óbvios".
Na ocasião, o clube não deu detalhes sobre o atraso no pagamento dos salários. Já o advogado do defensor garantiu que a alegação do Vitória não tinha fundamento e que Bruno Uvini compareceu a todos os dias de trabalho no clube.
"Essa alegação não tem fundamento algum. O Bruno nunca faltou a um único dia de trabalho. Ele é profissional exemplar e sempre cumpriu com suas obrigações. Depois do ingresso da ação, o Bruno, por Lei, não é obrigado mais a comparecer no clube, mesmo porque pedimos no processo a rescisão contratual. Então não se pode falar em abandono. E o Vitória não alegou isso na defesa. Muito pelo contrário, na defesa confessa o atraso no pagamento de salários”, explicou.
Fonte: GE
Imagem: Canva