16 de março
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a indenizar o fixo Allan Barreto, que se aposentou das quadras em 2025 em decorrência de uma lesão no joelho. A sentença determina o pagamento de R$ 1,223 milhão ao ex-jogador.
A juíza do trabalho substituta Taiguer Lucia Duarte, da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo, entendeu que o caso se enquadra em acidente de trabalho, o que teria atrapalhado a sequência de Allan na reta final da carreira. A decisão terá o recurso analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), órgão de segunda instância.
Em 2022, Allan passou por cirurgia para correção do menisco do joelho direito. No entanto, ele alega que teria sido obrigado pelo clube a continuar atuando. O cenário teria agravado o problema e resultado em outras duas cirurgias. Naquela temporada, ele foi eleito o melhor jogador no título corinthiano da Liga Nacional de Futsal (LNF), além de ser peça importante no Paulista.
Segundo a magistrada, o Timão terá que arcar com as indenizações por danos moral e existencial (R$ 50 mil cada). Além disso, terá de pagar uma pensão de valor correspondente a 100% dos salários que Allan receberia no clube até completar 40 anos — hoje, ele tem 36 anos.
O valor estimado da pensão deve ficar em R$ 800 mil. O número é acrescido pelo período de estabilidade (cerca de R$ 100 mil) e reflexos em verbas trabalhistas decorrentes do reconhecimento do direito de imagem como salário (R$ 223 mil), chegando a pouco mais de R$ 1,2 milhão.
Com a camisa alvinegra, foram 35 partidas disputadas e 12 gols marcados. Depois de quatro meses no Atlântico Erechim, Allan retornou ao Parque São Jorge em 2023, mas disputou apenas quatro jogos devido aos problemas físicos.
Embora não se posicione sobre processos em andamento, o Corinthians negou a ocorrência de acidente de trabalho e discordou das perícias apresentadas no caso.
Fonte: Meu Timão
Imagem: Pexels