20 de janeiro
O atleta Lucas Maia, que esteve envolvido em um imbróglio com o Paysandu nas últimas semanas, conseguiu a rescisão unilateral de contrato com o Papão. A decisão foi tomada pelo juiz Renato Barros Fagundes, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT/RS), em Porto Alegre. As informações foram divulgadas à imprensa na quinta-feira (9).
O departamento jurídico do Paysandu já tem ciência da determinação. O diretor jurídico alviceleste, Márcio Tuma, afirmou que o clube irá recorrer da sentença.
Na ação protocolada na Justiça do Trabalho, Lucas Maia solicitou, com urgência, a rescisão contratual, pois necessitava dessa liberação para assinar com outras equipes. No documento, o zagueiro afirma ter recebido sondagens do Henan FC, da China, e que só poderia dar andamento às negociações após o término do vínculo com o Paysandu.
Além disso, Lucas Maia alega que o Paysandu não costuma efetuar os salários em dia. Ele também menciona inadimplências nos pagamentos de FGTS e outros direitos trabalhistas.
"O requerente (Lucas Maia) acrescenta à narrativa exordial que somente após tomar conhecimento desta ação o requerido efetuou o depósito do FGTS atrasado, ato que configura má-fé e tem como objetivo apenas eximi-lo da falta grave cometida, mantendo em vigor o contrato durante o ano de 2025, à revelia da vontade do atleta, que, de forma relevante, recebeu proposta de trabalho de clube esportivo da República Popular da China, a ser respondida com brevidade, sob pena de tornar-se ineficaz", diz a ação.
Diante disso, a Justiça do Trabalho decidiu romper unilateralmente o contrato entre Lucas Maia e o Paysandu. O documento também determina que a Federação Paraense de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sejam comunicadas imediatamente para a realização dos trâmites burocráticos necessários.
Entenda o caso
No dia 27 de dezembro, o jogador acionou o clube na Justiça, pedindo a rescisão do contrato, além de uma indenização no valor superior a R$ 3 milhões. No entanto, a ação foi recusada pelo juiz de plantão na Justiça do Trabalho, Luís Antônio Nobre de Brito, que apontou inconsistências no pedido.
Segundo a defesa de Lucas Maia, o valor também se refere ao FGTS não recolhido durante o contrato, ao pagamento incompleto dos salários de outubro e novembro, incluindo o direito de imagem, ajuda de custo, entre outros.
Fonte: O Liberal
Imagem: Canva